Pesquisadores brasileiros nas terras do LabCom/UBIAcerca deste blog Admin

“De mala e cuia”* cheguei na Covilhã

Postado por antónio fidalgo em 4 de Junho de 2013

Doutoranda sanduíche no LabCom da UBI: www.labcom.pt

Marcela, a cuia e o galo de Barcelos. Uma gaúcha em Portugal

A oportunidade de vir para Covilhã fazer o estágio de doutorado sanduíche na Universidade da Beira Interior, junto ao LabCom, neste ano representou muito mais que aproximação com novas teorias, pesquisas, professores, etc. Foi uma experiência com a qual aprendi todos os dias, sobre as mais diversas coisas. Também percebi que ainda tenho muito a aprender…

A UBI me pôs frente a frente com professores como o professor António Fidalgo, que me orientou e me acolheu de forma muito atenciosa. Além disso, pude conhecer o LabCom e sua equipe que até então os conhecia apenas pelo nome e artigos publicados. É muito interessante a experiência de entrar em contato com os autores que você cita em artigos e trabalhos, adota os textos em sala de aula com os alunos. Afinal no Brasil, qual o estudante de comunicação que ainda não ouviu falar das revistas Communication Studies ou e BOCC (Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação)?

Por falar em Brasil conheci muitos conterrâneos. Porém, aqui todas as diferenças muito marcadas entre os Estados do país se dissolveram, movidas pelo sentimento de ser Brasileiro e fazer disso um cartão de boas-vindas a novas amizades com colegas portugueses, espanhóis e moçambicanos. Sem falar naqueles em que a língua dificultou um pouco, mas os gestos universais me permitiram uma boa comunicação e com isso fazer vários amigos.

Além disso, tive a satisfação de não comer o meu ‘sanduíche’ sozinha no T0 (T zero é nome dado ao quarto-sala que no Brasil chamamos de JK) da Residência dos Docentes da UBI. Dividir um pequeno espaço com meu marido Tiago Costa Martins, que também fez estágio de doutorado sanduíche na UBI, foi um desafio que atestou a verdadeira amizade e amor existente entre nós… Mais do que isso nos ensinou a dividir e respeitar o ‘espaço’ do outro.

E por estas e por tantas outras experiências, amizades e lembranças é que fiz da Covilhã a minha casa… Onde todos os dias pela manhã após sorver meu chimarrão (chá de erva-mate, servido em uma ‘cuia’ feita de cabaça, tomados diariamente pelos gaúchos no Brasil), estudei, escrevi, refleti, chorei de emoção ao ver a neve cair e sorri ao ver o sol nascer, enfim vivi bons e eternos dias de amadurecimento e conhecimento sobre mim mesma.

Ao final… Só posso agradecer a todos que fizeram parte desta etapa, em especial ao professor António Fidalgo pela oportunidade e por tudo mais que esta representa. Ao partir da Covilhã deixo um pouco mim, mas levo muito de todos no meu coração e na minha trajetória. Confesso ter vontade de voltar antes mesmo de partir…

Marcela Guimarães e Silva

* Diz-se quando se vai para um lugar com todos os pertences.

O Pelourinho da Covilhã

Para os próximos doutorandos brasileiros (estágio sanduíche)

Postado por antónio fidalgo em 4 de Junho de 2013

Da experiência de atravessar o Atlântico pela primeira vez, muitas coisas conheci, aprendi ou vivenciei também pela primeira vez. Por isso, vou destacar algumas fundamentais para auxiliar futuros doutorandos brasileiros em estágio ‘sanduíche’ na UBI, que foi o meu caso. São questões extremamente simples, mas que geram insegurança, principalmente, quando não se está em seu país de origem.
Estas dicas estão em ordem de necessidade do estudante:

1º) O que é e como fazer o NIF?
O NIF é o Número de Identificação Fiscal dos portugueses, no Brasil corresponde ao CPF (Cadastro de Pessoa Física). Ele é utilizado para fins de declaração do imposto de renda e restituição de impostos para os portugueses.
Para nós estudantes o NIF é importante para abrir uma conta bancária, renovar o visto de residência, efetuar uma compra em que o produto possui seguro ou garantia. E sempre que for solicitado em algum órgão e/ou serviço público.
Para fazer o NIF você deve ir até a 1ª Repartição de Finanças de Covilhã, que fica próximo ao Jardim Municipal, na Avenida Fr. Heitor Pinto, 12. O telefone das Finanças é: 275 330 760.
O que é preciso para fazer o NIF:
- Passaporte;
- Comprovante de Residência;
- Efetuar o pagamento de uma taxa (mais ou menos 10 euros); e
- Ir acompanhado uma pessoa de nacionalidade e residência portuguesa. Essa pessoa será o contato entre você e as Finanças para envio de documentos referentes a restituições e etc. Esta pessoa não é responsável ou qualquer coisa, por você, apenas é um contato com residência fixa em Portugal.
Pode ser o (a) orientador (a), um (a) professor (a), pode ser um (a) colega desde que atenda aos requisitos supracitados.
Importante:
Antes de deixar Portugal é necessário ir as Finanças para suspender o NIF.

2º) Como abrir uma conta bancária?
Para abrir uma conta bancária há várias opções, mas pela experiência que tive o Santander Totta é uma boa sugestão, pois a equipe de funcionários é muito atenciosa e prestativa, em casos de estudantes que não tenham um acompanhante para ir às Finanças eles se dispõem a auxiliar para fazer o NIF.
Caso você pretenda abrir uma conta bancária no Santander Totta procure o gerente da Agência, que fica no hall de entrada do Polo I da UBI. Além disso, ao abrir a conta e solicitar o cartão de serviços bancários, é possível vincular este cartão ao Cartão UBI, assim você realiza operações acadêmicas e financeiras com o mesmo cartão. Solicite ao gerente esta opção.
Para abrir a conta você irá precisar:
- NIF;
- Passaporte;
- Comprovante de residência; e
- Documentação da CAPES ou órgão financiador (comprovantes de renda).
Importante:
Como o cartão é Multibanco você efetuar operações financeiras em vários terminais distribuídos por Portugal, diferente do Brasil em que cada banco tem o seu terminal ou cobra taxas extras para este tipo de movimentação.

3º) Como fazer o cartão UBI?
No site da UBI tem o link para o Cartão Virtual, lá você encontra todas informações sobre como fazer e onde utilizá-lo. Basicamente é um cartão de identificação que permite o acesso a vários serviços como de biblioteca e fotocópia.
No mesmo link você encontra também os procedimentos de como solicitar uma conta de acesso à internet nas dependências da UBI.
O Cartão de Identificação da UBI é gratuito.
Link: https://www.ubi.pt/Pagina.aspx?p=cartao_identificacao_universitario
Importante:
O Cartão UBI leva alguns dias para chegar, por isso se precisar utilizar a biblioteca, é possível solicitar a Doutora Mércia Pires, secretária da Faculdade de Artes e Letras que providencie um número de identificação provisória, que vincula você a conta do (a) orientador (a) e com ele você pode retirar livros até dez livros. Falo isso, porque no meu caso, o cartão não chegou a tempo.

4º) Como renovar o visto no SEF?
Os estudantes que vem para UBI precisam encaminhar a solicitação de renovação do visto no Distrito de Castelo Branco que fica situado na Rua Professor Dr. Farias de Vasconcelos, Lote 6 R/C em Castelo Branco. O telefone do posto é: (+351) 272349519. E o horário de atendimento pela manhã é das 9h às 12h30m e à tarde das 14h às 16h.
Antes de ir ao SEF verifique no site: http://www.sef.pt/portal/v10/pt/aspx/page.aspx#0 qual a documentação necessária para o seu caso.
Porém para estudantes além dos documentos descritos pelo SEF, você vai precisar ir munido dos documentos originais, com cópia:
- Toda documentação da CAPES (ou órgão financiador);
- NIF;
- Comprovante de residência;
- Declaração da UBI que você não paga propina (solicitar na secretaria da Faculdade de Artes e Letras ou no Setor Administrativo da UBI);
- Preencher o formulário de solicitação (pode ser preenchido no SEF);
- Seguro Saúde ou PB4 (número da apólice – original e cópia); e
- Pagar uma taxa de aproximadamente quarenta euros (paga no SEF).
Importante:
Não deixe para solicitar a renovação do visto próximo da data de vencimento do mesmo, pois o processo de renovação leva 30 dias e dependendo do caso, o SEF solicita outros documentos extras a serem providenciados antes do vencimento do visto.

5º) O que é o PB4?
É um seguro saúde gratuito fruto de um convênio entre Brasil e Portugal. Para solicitá-lo você deve ir às secretarias de saúde ou delegacias de saúde do seu município no Brasil e preencher um formulário específico. Mais informações pelo site do Ministério da Previdência Social no endereço: http://www.mpas.gov.br
Importante:
Caso você seja servidor público federal não terá direito a solicitar o PB4 e por isso terá que contratar um seguro saúde privado. E ao ir ao SEF explicar a situação, pois certamente irão exigir o PB4 de você.
E quanto ao atendimento na rede hospitalar da Covilhã, se precisar fique tranquilo, pois tanto os pacientes que tem PB4 ou seguro saúde privado são muito bem atendidos.
A dica do seguro saúde ou PB4 está sendo repassada apenas para orientação com relação ao SEF, pois sei que é uma condição para conseguir o visto ainda no Brasil.

Providenciando de forma planejada a documentação, a passagem pela UBI e a experiência do sanduíche são inesquecíveis. Além disso, Covilhã é um município com uma infraestrutura excelente, e principalmente, de baixo custo, o que permite ao estudante viver com qualidade e aproveitar ao máximo esta oportunidade.

Covilhã, Junho de 2013

Marcela Guimarães e Silva*
Estudante brasileira, realizou estágio de doutoramento sanduíche junto ao LabCom da UBI.

Sob os céus estrelados da Covilhã e Serra da Estrela

Postado por Marcos Palácios em 27 de Março de 2012

Minha estadia aqui este ano vai chegando ao fim.  Na próxima sexta-feira deixarei esta calma para voltar à azáfama de Salvador. Azáfama?! Pois é, até palavras do arco-da-velha me vêm à mente quando passo uns tempos por cá.  Este ano, nestes céus, além das estrelas de cada dia, vi a impressionante conjunção de Vênus e Júpiter.

Volto, assim que puder, para este convívio de sempre renovadas amizades e sempre proveitosas interlocuções com os colegas e amigos daqui . E para ver novamente estes céus e estas estrelas.

marcos palacios

Saudades de Covilhã

Postado por anapoltronieri em 10 de Fevereiro de 2012

Entre setembro e dezembro de 2011, participei do programa de doutorado-sanduíche da CAPES. Inicialmente, fiz contato com o prof. Dr. António Fidalgo (UBI), que aceitou  co-orientar a minha  tese, orientada, no Brasil, pela profª Drª Darcilia Simões (UERJ). Fui muito feliz em minhas escolhas, porque Covilhã é uma cidade agradabilíssima, com gente hospitaleira e muito gentil. Além disso, a infraestrutura  da UBI (Universidade da Beira Interior) é excelente, com destaque para a sua biblioteca, que contém obras de referência em minha área (Letras). Vale a pena dizer que o  custo  de vida na região é baratíssimo. Os euros rendem muito.  Podemos viver com um nível de conforto que dificilmente viveríamos em Paris, além da facilidade de conseguir vagas nas excelentes residências para estudantes e professores. Seguem, abaixo, algumas fotos dos inúmeros momentos felizes que tive em Covilhã. Saudades da cidade, do clima e, principalmente, dos amigos que fiz.

Turma do LabCom

Da esquerda para direita: João 1, Ricardo, "moi", João 2 e Dudu

Da esquerda para direita: João 1, Marco, "me", Dudu e Ricardo.

Serra da Estrela.

Turma nota 10 no famoso dia de comer francesinha, prato típico do Porto.

Sortelha- uma das mais belas aldeias portuguesas

A todos, agradeço de coração o carinho e a amizade com os quais me receberam.  Penso em voltar para fazer o meu pós-doc. Para finalizar o post de fotos, segue uma foto do que me esperava no Rio de Janeiro, que, apesar dos pesares, ainda é  a Cidade Maravilhosa (bela antonomásia!).

Ana Poltronieri (doutoranda da UERJ e pesquisadora do SELEPROT /UERJ)

PS: Não tive coragem de postar o vídeo em que eu canto um samba na Noite dos Fados, na sede do PCP em Covilhã. Creio que respeitar  a audição do nosso leitor é uma condição sine qua non para continuar a escrever neste blog.

Praia da Barra da Tijuca

Sob o frio (pouco para os que estão acostumados) de Covilhã.

Postado por washsfilho em 5 de Fevereiro de 2012

Bem, amigos de Covilhã – a saudação, uma brincadeira que agradou ao pessoal do Labcom – serve aqui para registrar a minha estreia no blog, prometida, ao professor Antonio Fidalgo, para quando concluísse a primeira fase do curso de doutoramento em Ciências da Comunicação, encerrada nesta sexta, 3, com a apresentação do anteprojeto de pesquisa.
A minha presença em Covilhã está relacionada à realização do curso, na Universidade da Beira Interior. Um projeto que deve se estender, espero, até o fim de setembro de 2014 – neste limite, inadiavelmente. O meu conhecimento sobre a cidade foi através do incentivo e a atenção dos professores Annamaria Jatobá Palacios e Marcos Palacios, colegas da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Um contato iniciado ainda no Brasil, inclusive em relação ao blog.
Viver em Covilhã não é o primeiro contato com Portugal, mas é a permanência mais longa e a oportunidade de maior convivência com as pessoas no país. É uma cidade acolhedora, cheia de detalhes e referências sobre a vida cotidiana. Surpresas diversas para quem estava acostumado a viver de outra forma – inclusive sem as preocupações domésticas que tenho aqui. Moro em Salvador, por certo presente no imaginário dos portugueses por ter sido a primeira capital do Brasil, quando o país ainda era uma colônia de Portugal, no século XVI, e destino da família real portuguesa, liderada pelo Rei Dom João VI.
A vida para mim, aqui, tem sido bem diferente, com idas ao Mercado Municipal e passeios por pontos de Covilhã que surpreendem pela beleza. Após o Jardim Público, descobri há pouco o Jardim do Lago. Já conheci sabores da cozinha portuguesa, graças a convites ou em incursões com a companhia de novos amigos – da cidade – ou conhecidos de mais tempo – como Anna e Marcos. O que falta é ver a neve.
A expectativa, na verdade, não tem nada do interesse comum, por exemplo, de um turista. Aumentou pela percepção de que a neve é para Covilhã mais do que um acontecimento. Compreendi, com a ajuda de Marcos Palacios, que a neve tem importância para a vida econômica da cidade, seja pela atração de turistas ou pelo processo que o degelo provoca, com a água transformada em estado líquido descendo a Serra da Estrela, para aumentar as reservas das barragens e umedecer a terra para o trabalho dos agricultores.
De qualquer forma, vivo a expectativa da neve. Sob o frio (pouco para os que estão mais acostumados) de outra forma, com tarefas domésticas na minha rotina – inclusive a tentativa de cozinhar. Ainda tenho muita coisa para aprender em Covilhã. Bem seja.
(Washington José de Souza Filho, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, doutorando em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior).

Jardim Público de Covilhã

De volta à Covilhã

Postado por Marcos Palácios em 15 de Janeiro de 2012

Depois de quase um ano longe daqui, retornei à Covilhã e à UBI, para mais um período como Catedrático Visitante.

Europa em crise? Portugal no fundo do poço? De fato, fala-se em crise quase o tempo todo. A crise salta dos jornais e revistas, é gritada na televisão, contamina as conversas, entra sem ser convidada nos restaurantes, infiltra-se nas salas de aulas, toma carona nos taxis. Mas uma coisa também é certa: de hospitalidade e afeto não há crises. A cordialidade de sempre, a eficiência de sempre das equipes de apoio técnico e administrativo, o calor humano temperando a reintegração na labuta acadêmica do Departamento de Comunicação e Artes. E agora ainda mais fácil, pois além de colegas somos amigos.

Uma semana aqui e já estou plenamente integrado no trabalho, como se daqui não houvesse nunca saído. Trabalhando com os estudantes de doutoramento em Seminários Temáticos, oferecendo atendimentos personalizados, enfronhando-me em seus projetos, suas ideias, suas dificuldades. E compartilhando com os colegas daqui os debates, a preparação de relatórios, os planos para produção de artigos conjuntos, a participação em sessões de concursos de agregação, em bancas de doutoramento, nas quais a toga é essencial e uma me é sempre emprestada para que eu possa compor os júris. Vou acabar comprando a minha! Mas, para fazer isso nos conformes, terei que ir a Liverpool, pois cada um participa com a toga da Universidade onde se obteve o doutorado. E lá elas são caríssimas!

No primeiro fim de semana uma ida ao mercado  municipal. E lá estavam as mesmas senhoras vendendo suas couves, suas cenouras, ovos de quintal, azeitonas artesanais, colhidas nas oliveiras de suas quintas e até ( Dona Merkel e os fiscais sanitários da Comunidade que não nos leiam!) seus coelhos recém-esfolados. E os queijos, e os chouriços, morcelas e alheiras, e os pães, e os vinhos. Para não falar nos doces, pois então já estaríamos em terrenos de Perdição. Na calma e sentimento de segurança absoluta que a Covilhã inspira, só um enorme perigo ronda os visitantes: engordar, cedendo às muitas tentações gastronômicas que se oferecem a cada esquina.

Saio do mercado. Uma senhora passa por mim, reconhece-me e cumprimenta-me:

-Bons dias, professor. Como tem passado?

Pânico! Quem é? Quem é?

- Bons dias, senhora…

Ah, agora reconheço-a. É a senhora da lavandaria.

E imediatamente me vem à mente Pessoa e os versos finais da Tabacaria:

“Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu”.

Bem haja!

marcos palacios

III Seminário do PPGCCOM da UFAM

Postado por antónio fidalgo em 29 de Novembro de 2011

Manaus tem o fascínio da floresta amazónica e da junção das águas do Rio Negro e do Rio Solimões para formarem o grande Amazonas.
Na Academia Amazonense de Letras, não longe do Teatro, teve lugar no dia 10 de Novembro de 2011 o III Semicom do PPGCCOM da UFAM. Tive a oportunidade de fazer uma palestra dedicada ao tema “Comunicação Ubíqua e Sociedade Móvel”. Houve também a oportunidade de contactar docentes e discentes e em participar na discussão aquando do lançamento do excelente blogue do programa.

Agradeço ao Prof. Gilson Monteiro o convite para ir à UFAM e às Professoras Ítala Clay Freitas, Mirna Feitoza e Maria Emília Abbud, bem assim como aos fantásticos mestrandos do PPGCCOM, o extraordinário acolhimento que recebi em Manaus.
Ficam aqui algumas fotografias:

Depois da visita ao Encontro das Águas.

Ocupando o lugar dos Imortais. O III SEMICOM da UFAM na Academia Amazonense de Letras.

Comunicação e Semiótica em Roraima

Postado por antónio fidalgo em 29 de Novembro de 2011

Nos dias 7 e 8 de Novembro decorreu a 2ª Conferência Internacional de Comunicação e Semiótica da Amazônia, subordinada ao tema “Imagética, fronteiras e tecnologias digitais”. No evento participaram além dos docentes da Universidade Federal de Roraima, Maurício Zouein, Sônia Padilha, Sandra Gomes, Goretti Leite, também os Profs Aparecida Zuin da Universidade Federal da Rondônia, Mirna Feitoza e Cláudio Ferreira da UFAM. A minha palestra teve como título: “A função-signo do celular. Produção e consumo de sentidos na sociedade móvel”.

Gostei imenso de ir a Roraima. Boa Vista é uma cidade bem planejada, de ruas amplas e arborizadas, e bem situada na margem do Rio Branco. Aqui deixo algumas fotos.

Sônia Padilha faz a sua apresentação

Também à volta de uma mesa se faz semiótica em Boa Vista, Roraima

E ainda houve oportunidade de o Reitor da UFRR assinar convénios de cooperação com a Universidade da Beira Interior de Portugal.

O Reitor da UFRR assina o convénio com a UBI, Portugal

Jornalismo e Dispositivos Móveis no SBPJor 2011

Postado por antónio fidalgo em 29 de Novembro de 2011

A mesa coordenada juntou pesquisadores de vários lados, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Paraíba, Portugal. Das comunicações sairá um livro a publicar no início de 2012. Algumas fotos:

Fernando Firmino durante a sua apresentação

Lia, Suzana e Luciana (três nomes a fixar na pesquisa sobre dispositivos móveis)

Durante o debate 1

Durante o debate 2

SBPJor 2011 no Rio de Janeiro

Postado por antónio fidalgo em 29 de Novembro de 2011

Excelente ocasião para saber o que se passa na pesquisa sobre jornalismo. E também para encontrar gente de todas as latitudes e longitudes do Brasil, desde os gaúchos aos nordestinos. Aqui ficam algumas fotografias.

Sessão de Abertura do SBPJor, UFRJ, 2011-11-03, 19.51.48


A nova direcção, recém-eleita, do SBPJor, 2011-11-05


E, convém, não esquecer a beleza dos pátios da ECO/UFRJ:

Pátio interno da ECO/UFRJ

Pátio interno da ECO/UFRJ


E ainda outra fotografia da ECO:

Frontaria da ECO/UFRJ

IV Jornadas LabCom

Postado por annamaria em 16 de Novembro de 2010

IV Jornadas LabCom: Pragmática, Comunicação Publicitária e Marketing
19 de Novembro 2010

09 às 10h: Conferência Abertura: Profa Dra Maria Milagros Del Saz Rubio

(Universidad Politecnica deValencia, España).

“Análisis pragmalingüístico de las estrategias de cortesía lingüística en la publicidad
televisiva del siglo XXI”

Tomarão parte da sessão de Abertura:

Prof. Dr. Paulo Serra – Diretor da Faculdade de Artes e Letras

Profa. Dra. Annamaria Jatobá Palacios – Organizadora das IV Jornadas

10,15 às 12,30: Mesa Redonda: Discursos mediáticos

Coordenador e moderador: Prof. Dr. João Canavilhas

Profa(s). Dra(s). Rosa Lídia Coimbra e Urbana Pereira Bendiha (Universidade de Aveiro),

“Sushi é ‘fish’- Análise de publicidades a restaurantes japoneses em Portugal”

Prof. Dr. Paulo Serra (Universidade da Beira Interior),

“Imagens da ironia na publicidade”

Profa. Dra. Angela Lacerda Nobre (Instituto Politécnico de Setúbal),

“Práticas e discursos estratégicos – da norma à transgressão,da rotina à inovação”

Profa. Dra. Gisela Gonçalves (Universidade da Beira Interior),

“Narrativas de defesa e culpa nos discursos organizacionais”.

Profa. Dra. Annamaria Jatobá Palacios (Universidade Federal da Bahia), “Modos de dizer da publicidade e do jornalismo para públicos seniores, em Portugal: marcas de intertextualidade entre duas práticas sóciodiscursivas”.

Almoço

14,30 às 15,30: Conferência Profa. Dra. Inmaculada Postigo Gómez

(Universidad de Málaga, España),

“Retórica y publicidade , hacia un análisis de las estrategias discursivas”.

Coordenador da sessão: Prof. Dr. Tito Cunha

15,45 às 16,20: Lançamento de livros

Introdução à Teoria da Relações Públicas de Gisela Gonçalves

Livro de actas das III Jornadas de Retórica e Mediatização:

As indústrias da persuasão organizado por Ivone Ferreira e Gisela Gonçalves

16,30 às 17,45: Mesa Redonda: Projectos de Doutoramento na Área

Coordenador e moderador: Prof. Dr. Paulo Serra

Bruno Rego

Célia Barreto

Graça Castelo-Branco

Madalena Sena

18h: Encerramento

Prof Dr. António Fidalgo, Diretor do LabCom

Prof Dr. Paulo Serra, Diretor da Faculdade de Artes e Letras

Profa Dra. Annamaria Jatobá Palacios, Organizadora das IV Jornadas

Jantar (Confraternização)

De intercâmbio e publicidade II

Postado por annamaria em 20 de Outubro de 2010

Professor português nas terras da Facom II


O curso “(Des) construções narrativas: as estórias que a publicidade conta” é  promovido pelo Cepad – Centro de estudo e pesquisa em análise do discurso e mídia, grupo de pesquisa pertencente ao Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da Bahia.

Eduardo Camilo, atualmente, é professor visitante na Faculdade de Comunicação da UFBA, por uma temporada de três meses.Trata-se de mais uma iniciativa no contexto da colaboração acadêmica estabelecida entre a Faculdade de Comunicação, UFBA,  e o LabCom, Universidade da Beira Interior.

Annamaria Jatobá Palacios



De intercâmbio e publicidade I

Postado por annamaria em 20 de Outubro de 2010

Professor português nas terras da Facom I

O Prof  Eduardo Camilo, da Universidade da Beira Interior, encontra-se na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, para uma temporada de três meses como professor visitante, a concretizar mais uma movimentação no âmbito dos intercâmbios acadêmicos entre universidades portuguesas e brasileiras.

Como uma das atividades desenvolvidas, o pesquisador participa, hoje, do  “Painel Publicitário”, uma  mesa-redonda aberta ao público sobre Criatividade e Eficácia na Publicidade, juntamente com Maurício Carvalho, publicitário, sócio da Idéia 3 institucional, Saulo Kainuma, fotógrafo publicitário, e com a mediação de Adriando Sampaio, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA.

O Painel busca apresentar e discutir o papel atual da publicidade nas estratégias de comunicação, conta com a presença de profissionais do campo da publicidade e estudiosos da área e objetiva aproximar o público interessado ao tema em questão.


O evento é uma promoção da disciplina COM350 – Oficina de Produção em Comunicação, coordenada pelo professor Claudio Cardoso e conta com o apoio do Nepp – Núcleo de estudo e pesqusia em publicidade e propaganda.  Ambos, pertencentes à Faculdade de Comunicação da UFBA.

Annamaria Jatobá Palacios


IAMCR 2010 * Viagem até Braga

Postado por antónio fidalgo em 26 de Julho de 2010

Foi um excelente congresso o IAMCR2010, isso é que foi. Uma organização de luxo. A sessão inaugural foi no lindíssimo Teatro Circo e o jantar final no Bom Jesus do Monte. A comida foi excelente, houve música com o grupo de Cees Hamelink, e um maravilhoso pôr de sol sobre a cidade de Braga. Mais de 1200 participantes inscritos.

Da Covilhã a Braga foi um pulo de 350 Km em 3 horas, sempre em auto-estrada. Primeiro na A23 até à Guarda, depois na A25 até Viseu, aí pela fantástica A24 até Vila Nova de Aguiar, passando por Lamego (com a descida para o Douro vinhateiro), e Vila Real, já em Trás-os-Montes, e depois pela A11 até Guimarães e Braga.

Muitos pesquisadores brasileiros no Congresso, mais de 120. O maior contingente a seguir aos portugueses, com 140. A seguir vinham pelo número, norte-americanos (90), ingleses (90), espanhóis (80) e alemães (60). Como de costume, poucos franceses. Porém, muitos asiáticos, Coreia do Sul, China, Singapura, etc.

Marcos Palácios fez uma intervenção magnífica na mesa plenária sobre “Building Accountable Media Cultures”. Aqui fica a foto para memória futura.

Marcos Palácios na Sessão Plenária do IAMCR 2010 Portugal

Entre os muitos brasileiros, estiveram Marques de Melo, que interveio também numa Mesa Plenária sobre Lusofonia, Immacolata Lopes, Cláudia Lago, Fábio Pereira, Thais de Mendonça. Falo destes porque aqui deixo fotos a registarem sua passagem por Braga.

Marques de Melo e Immacolata Lopes no IMACR 2010, Braga, Bom Jesus do Monte

Cláudia Lago. Uma paulista feliz em Braga


Fábio Pereira e Thais de Mendonça. Junto à Igreja do Bom Jesus do Monte

Descobertas nas terras altas da Beira

Postado por suzana em 4 de Julho de 2010

A relação com a Covilhã, com a UBI, com o LabCom,  começou em 2005. Em março daquele ano, chegava às terras altas da Beira para realizar o estágio de doutoramento com a supervisão do professor Fidalgo. Desde 2003, contudo, quando decidi – com a concordância do meu orientador, Marcos Palacios – ir para Portugal durante o período do “sanduíche”, já estava em contato com o prof. Fidalgo, bem como com o João Canavilhas, também professor na UBI e investigador do LabCom.

A oportunidade para o primeiro encontro presencial com o prof. Fidalgo também aconteceu em 2003, durante o encontro da Compós no Recife (aliás, tema de um dos seus posts nesse blog), mediado pela amiga e colega Luciana Mielniczuk. Em 2004, tivemos a oportunidade de um novo encontro, desta vez no evento da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), realizado na Facom, em Salvador.

A escolha pelo LabCom como lugar para o desenvolvimento do estágio doutoral recaiu, principalmente, pela afinidade entre o que investigava Fidalgo naquele momento e o meu objeto de pesquisa: as bases de dados no jornalismo digital. O resultado da tese, apresentada em 2007, no PósCom/UFBA , reflete em muito o profícuo diálogo acadêmico estabelecido, além do que, foi a partir de algumas das formulações teóricas do Fidalgo acerca do papel das bases de dados no jornalismo, que alcancei o objetivo de sistematizar conceitualmente o Modelo Jornalismo Digital em Base de Dados (JDBD).

Durante o estágio doutoral, tive o prazer de organizar as jornadas “Jornalismo On-line.2005: Aspectos e Tendências”, da qual participaram os professores-investigadores Jim Hall (University College Falmouth’s, Inglaterra), Concha Edo (Universidad Complutense de Madrid, Espanha), Anabela Gradim, António Fidalgo e João Canavilhas (Universidade da Beira Interior).  Destas jornadas, foi editado o livro Jornalismo digital de terceira geração (Livros LabCom, 2007), que também organizei, e que agrega  ainda artigos dos pesquisadores brasileiros Marcos Palacios e Paulo Munhoz e Elias Machado.

Da esquerda para a direita: Jim Hall, Suzana Barbosa e António Fidalgo

Concha Edo

Anabela Gradim

João Canavilhas

Do período intenso vivido na Covilhã, as lembranças são as melhores. Do dia-a-dia no LabCom, dos amigos e amigas que lá fiz, da cidade, das viagens para missões científicas, dos dias gelados do inverno, dos passeios na Serra da Estrela, dos dias quentes de verão, das cerejas, das prainhas…

Da esquerda para a direita: Ivone Ferreira, Nélia Sousa, Catarina Rodrigues, Suzana Barbosa, António Fidalgo, Adriana Braga, Marta Filipa, Marco Oliveira

Continuidades

Após o estágio doutoral, retornei à Covilhã nos anos seguintes por algumas vezes. Em uma delas, quando já cumpria o estágio pós-doutoral na Universidade de Santiago de Compostela (entre 2007 e 2008), fui, a convite do prof. Fidalgo, apresentar relatório do período do sanduíche perante a comissão da FCT que estava avaliando o LabCom e que terminou por lhe atribuir o conceito “Very Good”. Em 2009, já como professora na UFF, passei uma semana em uma ação de formação com supervisão do João Canavilhas sobre o sistema publicador do jornal Urbi et Orbi.

Suzana Barbosa

O Vira é como o Samba: só se dança no Plural

Postado por Marcos Palácios em 4 de Julho de 2010

Ontem foi dia de festa na Covilhã, com a realização no anfiteatro Mártir-in-Colo (um ótimo teatro ao ar livre, no Parque da Goldra) do XXII Festival Nacional Folclórico do Refúgio. Foram vários grupos com apresentações de danças típicas portuguesas, que se prolongaram por toda a noite: Rancho Típico de Pombal, Rancho Folclórico da Casa do Povo de Recarei (Paredes), Grupo Etnográfico “Os Belotas do Carvalhal” (Sardoal/Abrantes), Grupo Folclórico “Os Ceifeiros da Corujeira” (Coimbra) e do Grupo anfitrião Rancho Folclórico e Etnográfico do Refúgio.

E foi aí que aprendi que o Vira, que é talvez a mais característica e popularizada dança portuguesa, é como o Samba. Não há Samba;  há Samba de Breque, Samba do Roda, Samba de Enrêdo, etc. etc. O mesmo acontece com o Vira. São tantas as variantes – musicais e na maneira de o bailar – que é difícil saber quantas há: Vira de Roda, Vira Estrepassado, Vira Afandangado, Vira Valseado, Vira-flor, Vira de Trempe, Vira Galego, Vira ao Desafio, Vira Poveiro, etc. etc.

Para aprender  mais sobre o Vira e outras danças portuguesas, há um site com muitas informações.

Um ponto muito  positivo a ser destacado no Festival de ontem foi  a quantidade de gente jovem participando: uma garantia de que as tradições vão sobreviver.

Fiquem com as fotos, que foram tiradas com uma câmera simples e não fazem justiça à beleza e ao colorido do evento.

marcos palacios

Covilhã: reflexão e natureza

Postado por annamaria em 29 de Junho de 2010

(Foto de Marcos Palacios)

Transcorria o ano de 2002, quando, pela primeira vez, vim à cidade de Covilhã. Em meio a uma viagem maior, com o intuito de conhecer melhor Portugal e, especialmente, a Região da Beira Interior, paramos na cidade para almoçar. Uma parada rápida, contudo. Ainda são nítidas na memória as voltas de fizemos de carro por suas ladeirosas ruas, em busca de um restaurante. Sabíamos que rodeávamos o centro. O que causou impacto foi a relação física, geográfica e simbiótica entre Covilhã e a Serra da Estrela: a cidade a adentrar a Serra e esta última majestosa, muito próxima, quase como se pudéssemos tocá-la, a contemplar e recortar a cidade.

Em 2009, portanto, sete anos depois, tive a feliz oportunidade de voltar à Covilhã. O convite para participar das III Jornadas Retórica e Mediatização: Indústrias da Persuasão, na Universidade da Beira Interior, resultou de contatos e intercâmbios estabelecidos entre professores pesquisadores do LabCom, da UBI, e colegas da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Desta vez, foi a UBI o foco de minha atenção: uma Universidade jovem (inaugurada em 1986), em franco crescimento, bem estruturada e alojada em um antigo e impressionante laníficio, recuperado para este fim.

Participar das III Jornadas como uma das conferencistas foi o estopim às condições em que atualmente me encontro. O convite partiu de António Fidalgo. Durante o evento, o encontro com professores portugueses, dentre eles, Eduardo Camilo e Paulo Serra, representou o impulso necessário para a construção de mais um elo. Seis meses depois, recebíamos na Faculdade de Comunicação, o prof Camilo para uma visita acadêmica, programada pelo grupo de pesquisa Nepp e patrocinada pelo Pós-Cultura, durante a qual o professor ministrou curso, realizou palestras e estabeleceu contatos académicos.

Em 2010, contemplada com uma bolsa da Capes, realizo um estágio pós-doutoral no Departamento de Comunicação e Artes da UBI. Até chegar aqui, idas e vindas entre docentes e pesquisadores da Faculdade de Comunicação da UFBA e do Departamento de Comunicação e Artes da UBI, aconteceram, materializando laços acadêmicos entre ambas as instituições.

Este meu depoimento é norteado pela positiva impressão que me acompanha, desde os anteriores contatos até o presente momento: o LabCom da Universidade da Beira Interior é um anfitrião interessado em receber pesquisadores visitantes com o objetivo de fomentar seu dinamismo e a cidade da Covilhã um refúgio para a reflexão, em meio às suas ladeiras e a atmosfera de tranquilidade, gratuitamente ofertadas aos visitantes que queiram nela estar.

Annamaria Jatobá Palacios

Adriana e as jornadas sobre Identidades e Género

Postado por antónio fidalgo em 22 de Junho de 2010

É verdade, Adriana Braga foi a primeira doutoranda sanduíche no LabCom. Aqui organizou as Jornadas sobre CMC – Identidades e Género. Felizmente mantemos no LabCom as páginas online que marcam cada evento científico e aí poderemos dar-nos conta do extraordinário contributo realizado pela Adriana. Coube-lhe convidar os intervenientes das Jornadas, e aproveitou para trazer académicos estrangeiros com nome firmado na sua área, como Susan Barnes  (USA) e Christian Greiffenhagen e Rod Watson (Inglaterra).

Dessas Jornadas resultou o livro CMC-Identidades e Género, organizado também pela Adriana Braga e que faz parte agora do catálogo dos livros LabCom.

Ficam aqui duas fotografias dessas jornadas, de que o jornal online do LabCom e da UBI, o veterano Urbi et Orbi deu conta na ocasião.

Susan Barnes e Adriana Braga sob o sol da Covilhã

A segunda foto é a da mesa de um painel das Jornadas. O modelo de Jornadas é muito leve e possibilita aos doutorandos fazer pesquisa ao mais alto nível. Na mesa encontram-se, além de Adriana Braga, os professores Paulo Serra e Johanna Schouten.

Da esq. para a direita: Johanna Schouten, Paulo Serra, Adriana Braga.

uma jóia ao pé da serra

Postado por adriana em 20 de Junho de 2010

As agências de fomento à investigação científica no Brasil oferecem uma oportunidade fantástica para que, durante o curso de doutoramento, estudantes passem um período fora do Brasil, na convivência de uma universidade estrangeira. Sempre tive planos de estudar no exterior. A questão que se impunha então era onde passar esse precioso tempo, que daria um traço distintivo na minha formação acadêmica. O domínio do idioma inglês e uma experiência prévia no Reino Unido nuançava fortemente minha escolha. Nesse momento, meu orientador, prof. Fernando Andacht, grande mestre e amigo, falou-me sobre um notável pesquisador português que conhecera durante o XII Encontro Anual da Compós, o prof. António Fidalgo. A ideia de passar um longo período em Portugal me surpreendeu no início, mas rapidamente acolhi a indicação com entusiasmo e grandes motivações: conhecer melhor o país que guarda nossas origens; o país de D. João Segundo, Bartolomeu Dias, Cabral, Camões e Fernando Pessoa, bem como conhecer os processos do fazer científico de uma região para mim tão desconhecida.

A Serra da Estrela e seus arredores, região charmosa de Portugal, guarda uma jóia além dos seus maravilhosos queijos, pães e vinhos. A UBI, em especial o LabCom, é um local de grande pujança acadêmica. O espírito inquieto do prof. Fidalgo e sua equipe são responsáveis pela criação e manutenção desse dinâmico laboratório que reúne projetos e atividades que promovem um rico cotidiano de práticas midiáticas conduzidas por profissionais e bolseiros de áreas diversas e complementares ao campo da Comunicação. Evidência disso é a constante realização de eventos acadêmicos de âmbito internacional e atividade editorial de qualidade. Durante meu período de convivência com esta escola, tive a oportunidade de experimentar essas importantes atividades acadêmicas, com autonomia e incentivo. Tal experiência foi sempre acompanhada pela simpatia do povo da Covilhã, dentro e fora dos muros da Universidade. Pessoas amigas e competentes, gastronomia perfeita e segurança total fizeram desta cidade uma referência importante em minha trajetória pessoal e acadêmica. Sinto-me feliz e honrada de, tendo sido a primeira bolsista brasileira a estagiar no LabCom, ter ajudado a abrir caminho para muitos outros/as estudantes brasileiros/as compartilharem esta experiência. Guardo daquele agora distante inverno de 2004 as melhores recordações.

Adriana Braga

Coimbra do choupal… e das lições.

Postado por Marcos Palácios em 18 de Junho de 2010

Estar na Covilhã é uma oportunidade para  conhecer os muitos centros de ensino e pesquisa em Comunicação de Portugal. Convites não faltam! Palestras, participações em bancas de concursos e doutorados. Porto, Braga, Coimbra, Aveiro…

Aqui um trecho de uma entrevista no Instituto Politécnico de Coimbra, no dia 27 de junho, quando passei o dia em palestras a estudantes e professores de lá.

marcos palacios

Mais fotos dos portugueses na Compós 2003 no Recife

Postado por antónio fidalgo em 17 de Junho de 2010

Porque foi um marco importante na ligação do LabCom ao Brasil, aqui ficam mais 3 fotos da presença dos investigadores do LabCom em terras de Santa Cruz.

GT de Fotografia e Cinema. Manuela Penafria está bem no meio, ao lado de Denize.

Hoje a Manuela Penafria desenvolve todo um mundo de investigação na área do Cinema Documentário com a publicação da revista Doc Online, que edita conjuntamente com Marcius Freire da UniCamp.

João Correia no GT de Comunicação Política. Está na frente, com Wilson Gomes, ao lado na foto.

Da ligação de João Correia ao GT de Comunicação Política no Brasil desenvolveram-se cooperações com Wilson Gomes (FACOM/UFBA), que já veio duas vezes à Covilhã, e de Rosiley Maia, que em Maio de 2010 participou no II Encontro da Montanha sobre  Comunicação e Deliberação.

GT de Jornalismo. António Fidalgo, à esquerda na fila de trás.

GT de Jornalismo. António Fidalgo, à esquerda na fila de trás.

Aqui falo pessoalmente. Os laços criados neste encontro mantém-se ainda hoje. Elias Machado, Sylvia Moretzsohn, Alfredo Vizeu, Luciana Mielniczuk, Zélia Adghirni, estiveram já na UBI/Covilhã (alguns mais do que uma vez).

Não consegui uma foto do GT de Mídia e Recepção onde esteve Paulo Serra.

Foi nessa reunião da Compós que se lançaram as sementes para as relações de intercâmbio e de amizade que se vieram a estabelecer entre a equipa do LabCom e a comunidade académica brasileira de Ciências da Comunicação.

Lembrança 1: Pesquisadores do LabCom na XII Compós, Recife 2003

Postado por antónio fidalgo em 17 de Junho de 2010

A ida de 4 investigadores do LabCom à XII Compós, em Junho de 2003 em Recife, Pernambuco, foi um momento crucial na ligação do LabCom à comunidade brasileira de pesquisadores em Comunicação. Manuela Penafria interveio no GT de Fotografia, Cinema e Vídeo, Paulo Serra no GT Mídia e Recepção, João Correia no GT de Comunicação Política e António Fidalgo no GT de Jornalismo. Fizeram-se amizades, estabeleceram-se laços, conceberam-se parcerias.

Da esq. para a direita: António Fidalgo, Adriana Moreira, Manuela Penafria, Paulo Serra, João Correia

Adriana Moreira (2ª a contar da esq.) era uma bolsista brasileira no LabCom. Natural do Recife, ela foi a nossa guia durante a semana que ali passámos. Voltou a ter um papel de relevo na preparação do VI LUSOCOM, organizado na Covilhã em Abril de 2004. Regressou ao Brasil nesse ano e faleceu com um enfarte fulminante em Abril de 2007. Lembro-a aqui e rendo-lhe homenagem.

Cacha Pregos cá e lá

Postado por Marcos Palácios em 16 de Junho de 2010

A idéia inicial foi a criação de um espaço para servir de ligação entre pesquisadores brasileiros sediados aqui no Labcom e colegas no Brasil, mostrando projetos em andamento, abrindo possibilidades e incentivando-os  à integração neste canal de colaboração Brasil-Portugal, através de convênios, visitas, participação em eventos,  estágios pós-doutorais, doutorados sanduíches.

Minha já longa experiência de colaboração acadêmica com a UBI e o Labcom, que está culminando este ano com uma permanência de 12 meses como pesquisador pós-doutoral e Professor Catedrático Visitante, levou-me sugerir a criação desta ponte virtual.

Na conversa inicial, Antonio Fidalgo e  eu começamos a elencar as funções que poderia vir a ter este espaço: servir de repositório para relatos e reminiscências dos que por aqui  estão ou por aqui passaram; manter informados os pesquisadores brasileiros sobre o que ocorre no Labcom; motivar outros colegas  para que venham desfrutar desta experiência única que é viver e trabalhar em Covilhã, ao pé da Serra da Estrela. Além disso, esperamos poder oferecer subsídios práticos, com dicas e informações para facilitar a busca de apoios institucionais, bem como para agilizar os processos de liberação e  as tramitações consulares e burocráticas que cercam as saídas para formação acadêmica no Brasil.

Mas por que o nome “Para além de Cacha Pregos”? Para os portugueses, em princípio, a expressão nada significa. Para nós, brasileiros, transmite  uma clara noção de lugar longínquo, situado muito para lá de “onde Judas perdeu as botas”….

E Covilhã fica mesmo para lá de Cacha Pregos? Sim e não. Para os europeus e para os portugueses em particular, qualquer distância maior que 100 km. requer botas-de-sete-léguas para ser vencida; qualquer lugar a mais de 50 km. de um grande centro urbano, está fora do mapa.  Para nós brasileiros, acostumados com os espaços continentais de nosso país, tudo é mais perto. Muitos de nós se acostumaram a deslocamentos  algumas vezes de  dezenas de km. – em uma única noite ou manhã de domingo – para uma simples ida a um restaurante ou a uma praia mais seletiva. Covilhã está a 280 km. de Lisboa, por uma excelente auto-estrada: uma distância considerável para a maioria dos colegas portugueses; uma viagem fácil,  de menos de três horas, para nós brasileiros.

Localizada no sopé da Serra da Estrela, onde estão as montanhas mais altas de Portugal e onde neva no inverno (há até pista de ski!), Covilhã  está cercada por aldeias históricas, românticas e paradas no tempo, com seus pelourinhos e antigos castelos, como Sortelha, Monsanto, Castelo Novo, Penamacor, Idanha-a-Velha, Sabugal,  as aldeias do xisto,  e  tantas outras. A menos de 30 km. de Belmonte (onde nasceu Pedro Álvares Cabral) e a cerca de 80 km. da fronteira da Espanha, Covilhã  dista de  100 a 300 km. de cidades portuguesas e espanholas de altíssimo interesse, como Salamanca (203), Cáceres (183), Mérida (281), Ávila (306), Coimbra (140), Aveiro (207),  Évora (265), Porto (251), Viseu (131).

É na Covilhã, com sua quietude, sua segurança, seu ar puro, que está instalado o Labcom, um dos mais bem avaliados centros de pesquisa e ensino em Comunicação de Portugal. Parte de uma Universidade moderna alojada em prédios antigos, que já abrigaram os centenários lanifícios da região, o Labcom oferece um espaço privilegiado para quem necessita de sossego e boa interlocução acadêmica para pensar, escrever, publicar.

Pouco a pouco, neste espaço, desvendaremos os muito atrativos – acadêmicos e extra-acadêmicos – que fazem da Covilhã e do Labcom um destino, não apenas um lugar de passagem.

marcos palacios

A ideia foi de Marcos Palacios

Postado por antónio fidalgo em 16 de Junho de 2010

No dia 10 de Junho de 2010, 5ª feira e feriado de Camões em Portugal, íamos Marcos e eu a caminho de Bilbau. O fito da viagem era integrarmos no dia 11 a banca das provas de doutorado de Ana Serrano na Universidade do Pais Basco. Da Covilhã a Bilbau são 600 Km de auto-estrada, e conduzindo ora Marcos, ora eu, o caminho fez-se bem, falando de coisas e loisas, e também sobre a relação do LabCom e centros de pesquisa brasileiros.  Aí Marcos sugeriu fazermos um blog de apresentação do LabCom, da UBI, e da Covilhã.

Da Covilhã à fronteira de Espanha são 75 Km, até Salamanca 200 Km, e 315 Km até Valladolid. Aí parámos para almoçar e na toalha de papel da mesa do restaurante fixámos o nome de Para Lá de Cacha Pregos para designar o blog e para referir a Covilhã, cidade de 30 mil habitantes, num pé da Serra de Estrela, a mais alta de Portugal, e com neve no Inverno.

Quando chegámos a Bilbau e nos alojámos no Hotel Nervión ao lado do Museu Guggenheim a ideia estava pronta. Seria necessário reunir no blog informações úteis, desde as coisas comezinhas como planear a vinda para Portugal, obter vistos de residência em Portugal e encontrar alojamento, até como, já integrados no LabCom, concretizar o plano de trabalhos de pesquisa e organizar eventos científicos.

Regressámos de Bilbau à Covilhã no dia 12, sábado. No caminho parámos para visitar a Catedral de Burgos. Impressionante a catedral. É seguramente uma das catedrais que cristalizam o espírito da velha Europa e um dos mais belos monumentos da Humanidade.

Dia 14 de Junho, 2ª feira, Marco Oliveira, criou a parte informática do blog: http://paraladecachapregos.ubi.pt, ontem Marcos e Annamaria Palacios e eu definimos a fotografia para colocar no cabeçalho do blog, que mostra a Covilhã no sopé da Serra, e hoje, 16 de Junho, escrevo o primeiro poste.

antónio fidalgo